sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Você sabe o que acontece com o corpo da mulher durante o parto? De onde vem as sensações de desconforto? E como lidar com elas?

5sentidos
Imagem extraída da internet, artista desconhecido.

No momento do parto o corpo da mulher recebe uma enorme quantidade de estímulos físicos, tais como: compressão dos vasos sanguíneos da parede uterina;, pressão nos gânglios nervosos próximos ao colo e vagina; alongamento dos ligamentos do útero e dos músculos do assoalho pélvico e períneo, parecem assustadoras essas transformações que ocorrem no corpo da mulher durante o parto, não? Mas, deu para visualizar esses movimentos corporais? Para o bebê nascer é preciso que seu corpo se expanda, ou seja, se abra e dê espaço para ele cumprir sua trajetória! O desconforto já é amenizado quando entendemos e damos  sentido para tudo que é vivido...Tem motivo maior para aceitar todas essas as sensações do que ajudá-lo para estar do lado de fora, nos seus braços???

Além disso, como  a natureza é tão perfeita que nos é possibilitado passar por tudo isso sem sofrer! Sim, verdade!!! Mas, como?!

Imagem extraída da internet, artista desconhecido.

É o seguinte:

Esses estímulos físicos bombardeiam nossos receptores sensoriais e são encaminhados para o Sistema Nervoso Central e lá o cérebro, através de um processo conhecido como "Limiar de Percepção" filtrará as sensações e responderá ao que lhe for mais conveniente!
Quando proporcionamos estímulos sensoriais concorrentes aos estímulos físicos desconfortáveis o cérebro seleciona sabiamente a quais estímulos irá responder, fazendo com que as outras sensações se tornem imperceptíveis.
Somos seres extremamente sensoriais e as gestantes ficam com seus sentidos ainda mais aguçados...paladar, audição, olfato, visão, tato, intuição, não é verdade? Então, se presentearmos às mulheres com as melhores sensações ativaremos esse sistema de concorrência!

Imagem extraída da internet, artista desconhecido

Ambiente agradável, cheiroso, com som gostoso, massagem, boa companhia, um abraço, uma palavra, um gesto carinhoso, acolhedor, amoroso, uma comidinha deliciosa, enfim, boas experiências concorrerão com os estímulos físicos do parto e então o "limiar de percepção" do nosso SNC é ativado! Desta forma, as percepções da mulher não serão de desconforto, mas sim de prazer, respostas do cérebro às sensações agradáveis oferecidas, contribuindo no relaxamento, na entrega e por fim, na condução pela natureza de todo o processo para a nascimento do bebê!


Outra dica! Falemos um pouco do ciclo Medo - Tensão - Dor

           O medo é causado pela sugestão (todos crêem na dor que inconscientemente ou conscientemente, é sugerida, esperada e mesmo pressentida; desconhecimento da morforlogia e da função dos órgãos e dos fenômenos da parturição (ignorância) e falta de amparo psicológico durante o parto (solidão). A tensão causada pelo medo gera respostas fisiológicas que aumentam a percepção dos estímulos físicos inerentes a este processo, gerando uma sensação desagradável, caracterizada como intensa dor.
O medo gera no corpo da gestante muita tensão, além da liberação de adrenalina, respiração ofegante, pupilas dilatadas, maior produção de saliva, aumento do batimento cardíaco e pressão arterial, tais respostas do corpo são semelhantes quando uma pessoa está perigo e precisa se defender ou fugir, gerando muita dor.
O ciclo Medo - tensão -dor deve ser evitado para que a mulher e o bebê tenham uma experiência positiva de parto e nascimento, mas como?

Em primeiro lugar a mulher deve saber que seu corpo já vem preparado para tal experiência, que seu corpo está pronto tem recursos incríveis para ajudá-la, como liberação de hormônios anestésicos e também pelo limiar de percepção que já foi abordado acima, em vista disso, durante o pré-natal, as dúvidas devem ser esclarecidas e os mitos devem ser quebrados, deixando o protagonismo desse evento para a mulher, de forma que se sinta segura e participe do processo de forma ativa.

Através de Métodos Psicoprofiláticos, métodos de descondicionamento da concepção negativa sobre a experiência do parto, o quais substituem emoções negativas por emoções fortes e positivas, ligadas às sensações de felicidade proporcionadas pela maternidade.


Toda mulher pode se adaptar a esse lindo processo de parir! Basta desejar!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Uma oportunidade de transformação e realização para tod@s!

Depois da minha última postagem recebi muitos retornos de pessoas queridas e também de pessoas novas e mais uma vez fiquei surpresa com a repercussão do blog e das minhas mensagens e é por isso que volto motivada a escrever!

O fato é que as pessoas ficaram muito curiosas com minha trajetória e muitas me perguntaram do que se tratava, exatamente, e como elas poderiam, de alguma, forma, experimentar tais transformações em suas vidas e é por isso venho compartilhar mais detalhes...

Classifico esse trabalho como um processo de transformação e cura e o mesmo perpassa por algumas etapas:

1) Coragem para nos conhecermos profundamente, acessarmos tudo que vivenciamos desde que estávamos na barriga de nossas mães, nossa infância e, até mesmo, que vivenciamos em outras vidas;

2) Aceitar que fizemos tais escolhas, mesmo as mais difíceis! E, percebermos que tais escolhas são oportunidades de aprendizado e evolução;

3) Conseguir lidar com bastante aceitação todos os desafios da vida, sem se vitimizar e entrar no drama dos sofrimentos, só sendo possível, quando, de fato, compreendemos que somos muito mais que esse corpo material, que somos, na verdade, energia pura. Somo perfeitos em essência, ou seja, somos matrizes da divindade!;

4) Para compreendermos esse nosso potencial precisamos nos desfazer de nossas "mentiras pessoais", aquilo que crescemos acreditando sobre nós mesmos, aquilo que fizeram com que acreditássemos! É um processo de desindentificação da percepção limitada que temos da vida e de nós!.

5) Neste processo de auto-conhecimento profundo passamos, concomitantemente, pelo processo de aceitação e perdão, pois isso faz parte da cura! Conscientes nos livramos das doenças e de todos os pequenos e grandes sofrimentos que permeiam nossas vidas.

Após essas cinco etapas (um processo intenso, mas relativamente, rápido) acessamos nossa consciência pura, nossa alma, nossa energia (como quiserem classificar!) encontramos a felicidade e a realização! Tal consciência nos liberta e traz muita abundância!

Tudo isso a partir da respiração consciente e conectada e também com algumas práticas da Psicologia Espiritual.

Ficaram curiosas (os) para comprovar a veracidade de tudo que escrevi? Entrem em contato para conversarmos melhor, terei o enorme prazer em compartilhar e ajudá-los!

Formação de Renascedores com toda a família! Transformador!






Abraço e até!


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Jornadas pela transformação


Nossa, fazia um tempão que não escrevia aqui no blog...tantas mudanças em minha vida que fui deixando de lado esse projeto, que começou há 4 anos e proporcionou tantos encontros, tantos aprendizados, tantas oportunidades! Hoje, vendo o número de visualizações fiquei assustada e percebi o quanto é importante que eu mantenha essa canal de comunicação com tantas mulheres e casais que buscam referências para trilhar um lindo caminho de maternidade e paternidade... por esse motivo volto a publicar! 

Gostaria de começar escrevendo sobre por onde estive todo esse tempo...

Foto de Luciana Vasques
Foto de Luciana Vasques



Foto de Luciana Vasques
Foto de Luciana Vasques


Bom, em 2012 comecei o curso de obstetrícia, encantada com a possibilidade de ser parteira e de oferecer uma assistência de excelência fui tomada por reflexões e buscas; passei a me questionar sobre os modelos de atendimento existentes e senti a necessidade  de novas referências sobre esse evento. Encontrei  sociólogos e antropólogos me apresentaram para um universo de nascimentos  além do aspecto fisiológico, descobri o quanto nossa cultura e nossas crenças determinam tal experiência. Já tinha sido uma descoberta e tanto!

Neste período tive a possibilidade de encontrar mulheres fantásticas que estavam em busca de auto-conhecimento,  em busca desse caminho de excelência e se transformando como pessoas e como profissionais. Conheci pessoas incríveis, tivemos momentos de conversas, buscas e descobertas sobre tudo que envolve a mulher, sua saúde, seus desejos e suas relações. Foi um mergulho raso no feminino, raso, pois o mergulho mais profundo viria alguns anos depois!

Com tantas descobertas e com tantas oportunidades de aprendizados por intermédio dos partos que acompanhei que meus hormônios entraram em ebulição e senti que estava na hora de vivenciar um novo processo de maternidade...decidi ter outro bebê!  Indo para o segundo ano de faculdade minha vida começa a tomar um rumo diferente, conheço minha doula querida e ela me mostra um universo do nascimento para além do fisiológico, para além do cultural, ela me trouxe a perspectiva de vivenciar a espiritualidade deste evento. Parecia papo de malucas quando nos encontrávamos e fui perceber como era tudo verdade no parto da minha pequena. Era o início de um mergulho mais profundo em meu feminino. Minha Deusa unida com a Deusa da minha filha promoveu uma explosão de amor, desejos, sensualidade, coragem e energia! Foi incrível!

O meu parto e o nascimento da Nina foi um evento totalmente espiritual,o qual precisei vivenciá-lo da forma como foi para abrir um novo canal da minha percepção, o canal do plano sutil, do plano não-material, o plano que realmente governa essa experiência...passei a entender tudo que minha querida amiga e amada doula me falava durante a gestação, eu ocitocinada desde o começo parecia não compreender, racionalmente, nada. Na verdade, isso nem seria possível! rs

Após o nascimento da Nina ficou cada vez mais forte e clara minha missão nesta existência: a de proporcionar o encontro de cada mulher com sua deusa, com sua energia suprema, sua matriz divina! Com esta meta no coração, sem saber muito para onde ir, fui deixando de lado minha racionalidade e me deixando ser guiada pela minha intuição, até que inspirada e com muita coragem eu e meu companheiro decidimos nos mudar de casa, de cidade e entrar com contato mais profundo com nossa essência. Viemos parar em Cotia, um lugar com muita natureza e pessoas muito especiais! Essa transformação me trouxe muita inspiração, com a qual consegui colocar em prática um grande sonho meu: um retiro de imersão profunda para casais, uma oportunidade de mergulho profundo nessa essência cheia de mistérios e belezas! Neste momento passei a conhecer pessoas incríveis, as quais vem me transformando e agregrando maravilhas em minha vida! O sentimento de gratidão é imenso!

Continuando nesse caminho das descobertas encontrei o que eu sempre procurava, mas não conseguia expressar, encontrei a forma como pretendo trilhar meu caminho e ajudar muitas pessoas!

Através da vivência em um retiro de formação de renascedores, renasci e me conectei com minha essência verdadeira! E será a partir desta conexão que passarei a ajudar muitas pessoas em suas trajetórias! Estou muito feliz por ter encontrado meu caminho e ter mais clareza para conseguir ajudar os outros em suas buscas!

Estou de volta, com um ritmo diferente, é verdade, pois além deste novo projeto de trabalhar com Renascimentos, tenho dois filhotes, preciso concluir o curso de graduação em obstetrícia e ainda estou tendo o privilégio de acompanhar partos de mulheres muito queridas e próximas!

Bom, desejo e espero continuar conectada com essas quase 26.000 pessoas que acompanham esse blog!

Tudo isso para dizer porque estive afastada deste projeto inicial que é Maternidade Orgânica, hoje volto muito mais plena e certa do que caminho que quero seguir! Sigamos juntas/os!

Aho e até a próxima!

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Estou de volta!!!

Nem sei por onde começar...

              Renovação.. é essa a palavra que me vem à mente...
             
              Sinto-me renovada, sinto que ganhei novas percepções sobre a experiência do parto,

sobre o papel da mulher, da família e dos profissionais...

Novas percepções sobre  aceitação,  respeito, acompanhamento...

Re-Inicio um caminho que terá sempre como meta a excelência, a presença, a empatia e o amor!

Um caminho de trocas e, acima de tudo, de respeito...respeito ao outro, à sua experiência, essa que vem e jamais volta!

Fico feliz em poder voltar ainda melhor do que já fui!

Abraço







quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Licença Maternidade

Na minha primeira gravidez eu desejei que a licença maternidade começasse na gravidez e só terminasse depois do primeiro ano do meu filho, mas como isso não era possível estou colocando esse desejo em prática nesta minha segunda experiência de maternidade!

Na gravidez não tive a menor vontade de alimentar este blog e coitadinho ele ficou bem abandonado! Agora com minha filhota com 5 meses estou voltando aos poucos ao trabalho, minha vontade de compartilhar minhas vivências são enormes, mas agora falta tempo, mesmo! rsrs

Quero em breve compartilhar minhas experiências do parto e deste pós-parto de segundinho!

Abraço a todos que me acompanham e até!!!!

Namastê!



domingo, 12 de maio de 2013

Feliz Seu Dia das Mães!!!

Arquivo pessoal


 Em minha meninice ser mãe nunca foi um sonho ou um desejo, para falar a verdade, nem de boneca gostava muito de brincar e quando, raramente, brincava com minha irmã de mamãe e filhinha, eu era sempre a filha e nunca a mãe, ou seja, não fui crescendo com esse desejo e confesso que nem ficava pensando muito nisso, mesmo quando encontrei um parceiro bem bacana, o Fred, meu atual companheiro, demorei para pensar nisso, tanto para mim quanto para ele esse assunto não estava muito em pauta. Se não me engano, quando estávamos juntos a uns 6 anos e morando juntos já uns 4, eu com 27 anos e ele com 30 começou a emergir uma leve curiosidade pelas grávidas, achava incrível essa história de ter um bebê se desenvolvendo dentro da barriga, a barriga crescendo, crescendo... Acho interessante ressaltar que uma das minhas principais características é desejar e experimentar novas experiências e, como mulher que sou, ficava pensando que passar por isso era uma possibilidade, mas naquele momento era apenas uma curiosidade de me sentir grávida, e não necessariamente ser mãe, isso para mim era um grande conflito: - Como assim ficar grávida e depois não querer assumir tais responsabilidades? Bom, esse sentimento foi postergando ainda mais essa possibilidade até que num certo momento esses meus receios foram ficando menores que o desejo de vivenciar algo dessa dimensão, não tinha nada que pudesse me impedir, estava trabalhando em um emprego estável, tinha uma relação amorosa também estável e que me apoiava, tinha um plano de saúde, ganhava razoavelmente bem, bom, aquilo que eu achava, a princípio, ser necessário eu já possuía, então não pensei muito e começamos a tentar! Para minha surpresa engravidei já no primeiro mês e então minha trajetória começou... Estar grávida para mim era incrível, não tive qualquer desconforto na gravidez, só curtia, conversava com meu bebezinho, sentia as mudanças em meu corpo e ia me preparando física e psicologicamente para o parto e pós-parto, confesso que esse segundo me assustava mais, por isso fui me cercando de apoios emocionais e materiais para, caso eu precisasse, eu os ter! Isso me tranquilizava!!! Bom, para o parto eu já estava descolada, já sabia o que eu queria: um parto mais natural possível, uma experiência prazerosa e transformadora. Sempre acreditei na possibilidade deste parto e o considerava até necessário para me ajudar nesta passagem de deixar de ser filha para ser mãe, para mim sempre foi e continua sendo um ritual de passagem, um momento em que nasceria não só um bebê, mas também uma mãe, um pai, enfim, uma nova família! Isso de fato aconteceu! Tive uma experiência maravilhosa de parir, no meu tempo, no tempo necessário que eu precisava para encarnar uma mãe, não uma mãe qualquer, mas a mãe que faz escolhas conscientes, uma mãe ativa e compromissada com meu próprio processo de desenvolvimento, com meu auto-conhecimento e, principalmente, responsável na tarefa de contribuir na formação de um novo indivíduo, uma tarefa que exige bastante, que nos faz pensar em todas as possibilidades e nos coloca em muitos conflitos entre tantas opções e modelos existentes. Descobri que essa era minha maior dificuldade na aceitação pela maternidade, pensava que jamais conseguiria me enquadrar nos modelos vigentes, nas rotinas, nas ações dadas como possíveis para uma mãe, pensava que teria que abandonar tudo que eu era, não poderia mais viajar, vivenciar novas experiências, não poderia mais estudar, ler um livro, que minha vida estaria condenada a sei lá o quê. Talvez até estivesse se eu não percebesse que tudo pode ser diferente, que não preciso seguir rotinas específicas, mas sim respeitar ritmos internos e externos meus e do meu filho, respeitar nossos tempos e viver de uma forma mais livre. Pensar na maternidade como um processo individual é libertador, pois permite que façamos tudo de nosso jeito sem nos sentirmos culpadas e com a sensação de que estamos fazendo tudo sempre errado, sentimento esse muito presente na vida de tantas mulheres. Bom, para isso tive que fazer muitas escolhas em minha vida, a primeira delas foi abandonar aquele emprego estável e escolher uma profissão que me respeitasse mais, aprendi que para respeitar o ritmo do outro é imprescindível, primeiramente, nos respeitarmos e é esse combinado que tenho feito com meu filhote, as regras são construídas por nossos limites e assim vamos convivendo em paz e do nosso jeito! Um jeito meio diferente de ser, mas que é maravilhoso, que me ensina coisas novas a cada momento e que alimenta aquela minha necessidade de estar sempre vivendo experiências novas!
Bom, tudo que tenho aprendido neste meu processo é que não há receitas prontas e não há certo e errado, existe, sim, o caminho possível para cada família! Aprendi que o melhor caminho, necessariamente, não é aquele em que a mulher amamenta em livre demanda, que não dá mamadeira, nem chupeta, que usa fraldas de pano, que faz cama compartilhada, não dão vacinas, não dá doces, que não põe na creche, que só usa remédios naturais, que faz educação ativa e sei lá mais o que, opções essas muito valiosas, mas que para mim só são válidas quando contribuem no fortalecimento da uma mulher e não a faz sofrer, tornando seu caminho, muitas vezes, insustentável. Independente dos caminhos que serão trilhados considero importante que seja uma escolha que venha do íntimo de cada mãe e de cada pai, após terem passado por reflexões e questionamentos internos, isso sim, é o que acredito e defendo ser “maternidade ative e consciente”. Esse é o maior aprendizado que extraio de todo meu processo e é o conselho mais sábio que consigo dar neste Dia das Mães! Desejo que cada uma de nós possamos encontrar nossos próprios caminhos e que seja um caminho não-violento, mas que também nos faça sair de uma zona de conforto, superando nossos limites e descortinando novas possibilidades! Cá estou eu, novamente, aberta a novas experiências, provando dos desafios de uma nova gestação e disposta a superar mais e mais meus próprios limites! 

Eu amo ser mãe, ser mãe do meu jeito!!!

Feliz todos os dias de Dia das Mães!!!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

"Meu filho?! Parte I"

Reflexões de Janusz Korczak. Como amar uma criança. p. 30-31

                                                                     Foto escultura extraída da internet, autor não citado.

Você diz: " meu filho".
Quando, senão apenas durante a gravidez, você o direito de dizê-lo? A batida de um coração tão pequeno como o caroço de um pêssego faz eco em seu pulso. É sua respiração que fornece oxigênio. Um sangue comum a você circula em ambos, e nenhuma destas gotas vermelhas sabe ainda se ela será sua ou dele, ou se, derramada, será preciso que morra em sacrifício ao mistério da concepção e do nascimento. Este pedaço de pão que você está mastigando é material para a construção das pernas sobre as quais ele correrá, da pele que o recobrirá, dos olhos com os quais ele olhará o mundo, do cérebro onde o pensamento brilhará, das mãos que estenderá a você, e do sorriso com o qual ele chamará "mamãe". Juntos vocês irão viver um momento decisivo; juntos sofrerão a mesma dor. O despertador tocará: pronto.
e vocês dirão ao mesmo tempo; ele: "eu quero viver minha vida"; e você: "viva a sua vida".
Com poderosas contrações das suas entranhas você o expulsará sem se preocupar com o sofrimento dele, e ele abrirá o seu caminho com força e decisão, também sem se preocupar com o sofrimento de sua mãe.
Ato brutal.
Na realidade, não. Você e ele executarão mil movimentos imperceptíveis, maravilhas de habilidade e de sutileza, a fim de que, tomando cada um sua parte de vida, não tomem além do que é devido a cada um segundo uma lei universal e eterna.
 - Meu filho.
Não, nem nos meses de gravidez, nem das horas do nascimento a criança é sua...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O fenômeno da fusão emocional mãe-bebê




O fenômeno da fusão emocional mãe-bebê por Laura Gutman e traduzido por mim.

"Seria ótimo que a maternidade trouxesse consigo somente um bebê rosado e feliz que sorri como nas páginas das revistas e que nossa vida seguisse seu curso mais pleno que antes. Mas a realidade invisível de cada uma de nós frequentemente é distinta, ainda que não contemos com palavras para nomear o que sucede com um bebê nos braços. Mescla de angústia, alegria, perda de identidade, desejo de desaparecer, cansaço, orgulho, sono e excitação.
Além do mais, há algo que não nos haviam contado ou que não estivemos dispostas a saber, fascinadas com o glamour da gravidez ou envoltas pelos milhares de conselhos recebidos para fazer as coisas bem: tornar-se mãe é deixar inundar-se pela loucura de compartilhar um mesmo território emocional com o bebê. Porque ainda que  ele já tenha nascido e acreditamos que tenha se tornado em “outro”, os campos emocionais tem outros planos. Se trata do fenômeno da fusão emocional.
Isto significa que não há fronteiras entre o campo emocional da mãe e  o campo emocional da criança. São como duas gotas de água no oceano. Não é possível identificá-las separadamente. Compreender a presença da fusão emocional só é possível se observarmos além do terreno palpável e fisicamente visível
Concretamente, nós  mães sentimos como próprias todas as sensações dos bebês. Por exemplo, nos irritam os ruídos ou as pessoas que falam em voz alta, nos enchem os peitos de leite segundos antes que o bebê desperte ou temos angustias repentinas e necessitamos voltarmos imediatamente para casa. O bebê, por sua parte, também vive “como próprias” as vivência da mãe, sem distinguir entre as que são conscientes e as que não são, entre as que pertencem ao passado, ao presente ou ao futuro. Dentro da “fusão emocional”, tudo que um ou outro percebem são vividos como próprios.
Agora vem a parte mais difícil: o bebê é um “ser sutil”, expressa especialmente todo o material emocional que a mãe registra, que está “relegado a sombra”. É dizer que expressa justamente o que   temos nos empenhado tanto a esquecer: situações confusas da infância, abandonos emocionais, solidão, perdas afetivas ou dores não nomeáveis. Dedicamos anos a superá-los para nos convertermos em mulheres maduras e independentes que somos hoje.
Contudo o bebê nos propõe que voltemos a revisar com honestidade os lugares lastimados do coração. Porque enquanto nosso coração interno chore, o bebê chorará, enquanto a raiva opere, ainda que sejamos muito simpáticas e encantadoras, o bebê gritará e se retorcerá de fúria; enquanto o desamor infantil continue instalado o  bebê não irá se acalmar.
Por isso é necessário compreender que quando um bebê continua irritado mesmo quando já foi amamentado, recebido colo, embalado e higienizado, é hora de nos perguntarmos “ que nos sucede? Em vez de “ que sucede ao bebê?”. A fusão emocional se converte em um caminho de autoconhecimento. Porque nos permite formularmos perguntas íntimas, verdadeiras, cheias de sentido, em uma dimensão espiritual talvez nunca alcançada antes". Laura Gutman

domingo, 9 de dezembro de 2012

Gestante de primeira viagem...o que é importante saber?

Descobriu que está grávida e, agora, por onde começar? 


Algumas coisas são imprescindíveis para ter uma chance maior de uma gravidez, parto e pós-parto realizadores, vejamos algumas dicas:

1) Deixe claro para você mesma se tem o desejo de vivenciar o parto normal, se sim, procure uma doula que possa te orientar quanto aos médicos que, realmente, possuem a prática deste atendimento. Em São Paulo temos em torno de 10 profissionais capacitados, o restante só aumenta dia a dia o índice de cesáreas no Brasil, estamos em torno de 85%, em segundo lugar no ranking mundial, muito distante do que a Organização Mundial da Saúde recomenda (15%).  Esse passo já é metade do caminho, pois permite vivenciar a gestação de uma forma mais tranquila.

2) Não compartilhe com familiares e amigos a data provável do parto, apenas 6% dos bebês nascem nesta data e isso gera muita pressão para o casal no final da gravidez

3) Procure por um acompanhamento de uma doula durante a gestação e também participem de encontros com outros casais grávidos para se aprofundarem mais sobre os aspectos fisiológicos e culturais do parto, uma forma de tirar dúvidas, afastar os medos e ter bastante embasamento para adquirir confiança sobre essa experiência.

4) Antes de sair comprando um monte de coisas do enxoval conversem com outras mães que já passaram pela experiência, vejam todas as possibilidades e compre apenas o básico. É muito comum comprarmos acessórios desnecessários e até mesmo inúteis.

5) Respeite o ritmo do próprio corpo e procure alguma atividade física que ajude a lidar com tantas mudanças corporais e também ajude a se conectar com o bebê e se preparar para o parto, yoga é uma excelente opção! (Não falo isso só porque sou professora, mas é porque, realmente, acredito!)

6) Envolva o marido nas conversas, nas decisões e na construção desta experiência.

7) Assista bons filmes e relatos de parto e também leia alguns livros. (No meu blog tem uma relação bem bacana )

8) Procure se preparar para o pós-parto também, como amamentação e cuidados com o bebê.

Essas são algumas dicas que me vieram à cabeça neste momento e assim que lembrar de mais alguma coisa venho compartilhar!

Abraço e até a próxima!

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Um parto para uma mulher



Estou sem sono... só vem à minha cabeça lembranças de um parto para uma mulher.
Cada vez mais convencida de que o parto está no desejo de cada mulher, hoje também acredito que profissionais que consigam olhar para esses desejos, esses sonhos, olhar no fundo da alma de uma mulher  conseguem ajudá-la a desafiar este momento.
Além de todas as técnicas, as quais não devem existir senão ao interesse dessa realização,  consigo aceitar e entender o  quanto elas podem ser úteis  para ajudar mais uma mulher a enfrentar seus limites e seus medos! Mais uma vez: um profissional voltado para as necessidades  dessa mulher, com base no conhecimento profundo sobre ela  saberá fazer uso desses recursos.
Escrevo isso em prantos! Emocionada por vivenciar uma experiência muito intensa: a de uma mulher querendo parir e de uma médica olhando para suas necessidades...
 Aprendi tanto, fiz parte da equipe, lutei junto para que essa experiência fosse possível.
Confesso que ainda não tinha visto postura semelhante. Mais do que técnica  e conhecimento para conduzir um parto normal, fatores esses imprescindíveis, penso que há a emergência de profissionais que consigam estar presentes , entregues, disponíveis para aquela mulher, atento a cada detalhe desta trajetória e na medida das necessidades delas conseguir conduzir ações que a auxiliem!
Espero poder ajudar muitas mulheres a partir desta minha vivência!

sábado, 20 de outubro de 2012

VI Encontro de Obstetrícia e I Encontro Internacional de Obstetrícia da EACH/USP

Programação completa do evento

Dia 25/10

Horário
Atividade
13:00 13:45
Inscrições e recepção
13:45  14:00h
Cerimônia de abertura
Profa. Dra. Nádia Zanon Narchi - Coordenadora do Curso de Obstetrícia da USP
Carla Azenha - Presidente da AO-USP
14:00– 18:00
curso "Cidadania e participação política: Construindo os caminhos da Obstetrícia no Brasil"
Profª Drª Elizabete Franco Cruz
18:00
Encerramento do primeiro dia
Dia 26/10

08:00 - 08:45
Inscrições e recepção
8:45 - 09:00
Abertura
Profa. Dra. Nádia Zanon Narchi - Coordenadora do Curso de Obstetrícia da USP
Carla Azenha - Presidente da AO-USP
09:00– 12:00
Mesa redonda: Experiências internacionais na formação de obstetrizes
Coordenação: Célia Regina Maganha e Melo
Participantes:
- Lorena Binfa - Chile
- Carolina de Oliveira Duff - Nova Zelândia
- Amélie Lecorné - França
12:00 - 14:00
Almoço
14:00 - 15:45
1º período de oficinas
15:45 - 16:15
Coffe Break
16:15 - 18:00
2º período de oficinas
18:00
Encerramento do evento

Audiência Publica - Saude da Mulher - 29/ago/2012